Crianças em casa: o que fazer?

Por Coletivo Leitor - 18 mar 2020 - 6 min

Noticiários, amigos, vizinhos, colegas de trabalho não tratam de outro assunto que não seja a crise que assola o mundo, e os pais só querem saber de uma coisa: o que fazer com as crianças que precisam ficar em casa?

Com as medidas de prevenção adotadas em muitos estados para conter a pandemia de coronavírus, escolas em todo o país estão suspendendo as aulas por tempo indeterminado.

A quem recorrer nesse caso, se o trabalho presencial for imprescindível? Os idosos fazem parte do grupo de risco, portanto, ficar com os avós nem pensar!

É preciso que os pais conversem com seus filhos e expliquem tudo o que está acontecendo, de modo que eles compreendam a importância de todas as restrições e “proibições”. Quem mora em condomínio com áreas de lazer, por exemplo, não pode frequentar as áreas comuns, como piscina, brinquedoteca, salão de jogos, etc. Vale ressaltar que este momento que estamos vivendo não é de férias ou de descanso.

Aos pais que receberam a autorização para trabalhar em casa, no sistema home office, conversar com os filhos sobre como funciona o trabalho nesse modelo é o primeiro passo para deixar tudo às claras (horários, disciplina, reuniões on-line,etc.).

Criar uma rotina – desde o acordar no horário que iria para escola, das refeições e, principalmente, de estudos, para que as crianças se mantenham de algum modo conectadas com o conteúdo escolar – é o ideal. No estado de São Paulo, por exemplo, o Conselho Estadual da Educação está discutindo como as escolas poderão manter atividades pedagógicas mesmo a distância e dessa forma garantir os dias letivos previstos pela legislação.

Crianças em isolamento social tendem a ficar mais inquietas e entediadas e é por isso que a leitura pode ser ainda mais incentivada nesse período.

Dependendo da idade, a participação na escolha do livro, bem como a mediação da leitura pelo adulto, é confortante e fundamental para proporcionar o estímulo do hábito de ler na criança.

Levando tudo isso em consideração, como o que nos motiva é a literatura, disponibilizamos alguns títulos do nosso catálogo, até o mês de junho, que, muito além dos momentos de estudo, podem amenizar esse período de isolamento de uma forma mais agradável.

Para baixar os livros na íntegra, basta clicar em ‘degustação’ logo acima da imagem da capa

O Pequeno Polegar – Irmãos Grimm (editora Scipione)

Um pobre lenhador, passando por um período de muita fome, decide abandonar seus sete filhos na floresta. Depois de muito andar, as crianças avistam um castelo, para onde se dirigem em busca de abrigo e alimento.

O curumim que virou gigante – Joel Rufino dos Santos (editora Scipione)

Tarumã queria muito ter uma irmã e vivia pedindo isso aos pais. Como a irmã não vinha, ficou só pensando como ela seria… tanto imaginou que passou a achar que ela realmente existia. Quando pescava, pegava um peixe a mais para a irmã imaginária. Os curumins começaram a achar, então, que ela tinha mesmo nascido e decidiram presenteá-la. Mas onde está a irmã de Tarumã que nunca aparece? O indiozinho vai inventando desculpas até que ninguém mais acredita nelas.

O Caracol viajante – Sonia Junqueira (editora Ática)

A vida do caracol Rodolfo é uma grande viagem. Vencendo as dificuldades, ele trilha seu caminho.

O cachorrinho Samba na floresta – Maria José Dupré (editora Ática)

Samba vive uma aventura e faz grandes amigos quando decide conhecer a floresta.

Maria Borralheira – Sílvio Romero (editora Scipione)

Maltratada pela madrasta e pelas duas filhas dela, Maria Borralheira acha uma varinha de condão e, assim, consegue um lindo vestido e uma carruagem para ir à festa da cidade. Este conto popular, recolhido por Sílvio Romero no interior do Sergipe, é uma versão brasileira do clássico infantil Cinderela.

A ilha perdida – Maria José Dupré (editora Ática)

Eduardo e Henrique resolvem se aventurar numa ilha deserta. Mas a diversão termina quando eles se perdem, e a ilha revela um misterioso habitante, que acaba separando os irmãos. Edição especial para leitores iniciantes.

Um garoto consumista na roça – Júlio Emílio Braz (editora Scipione)

Adolescente de classe média, Tino adora shoppings, fast-foods e roupas de grife. Nas férias, viaja com o pai para o interior de Minas, onde vivem os avós, tios e primos, e então conhece um mundo diferente do seu. É alvo de curiosidade e passa por alguns apuros, mas tanto ele quanto seus parentes aprendem com as diferenças.

Histórias de Shakespeare – VOL. 1 – Charles e Mary Lamb (editora Ática)

Três histórias clássicas de William Shakespeare, repletas de emoção e reviravoltas, são recontadas neste volume: Romeu e Julieta, A megera domada e A tempestade.

O primo Basílio – Eça de Queirós (editora Saraiva)

Neste romance, Luísa e Jorge, casados há três anos, moram numa rua pouco elegante de Lisboa, frequentada por gente pobre e que se diverte com mexericos. Engenheiro, Jorge trabalha num Ministério, e Luísa, sonhadora, passa horas lendo romances. Durante uma viagem de Jorge, chega a Lisboa um primo de Luísa, Basílio, que, entediado nessa cidade (para ele, provinciana), deseja ter uma aventura com a prima. A partir dessa tensão desenvolve-se uma história de traição e arrependimento, em que Eça de Queirós, de acordo com o programa do Realismo, procura mostrar as causas da degradação das classes burguesas em Portugal.

O mágico de OZ – L. Frank Baum (editora Ática)

A menina Dorothy quer voltar para casa, o Leão quer coragem, o Homem de Lata busca um coração e o Espantalho quer inteligência. Os quatro saem à procura do Mágico de Oz para que ele realize seus desejos.

Helena – Machado de Assis (editora Ática)

A última vontade do conselheiro Vale era que a família acolhesse sua filha ilegítima. Recebida como uma intrusa, Helena aos poucos conquista o coração de D. Úrsula e Estácio. A felicidade parece rodear a família, mas o olhar melancólico da heroína denuncia um sofrimento secreto. Helena esconde uma paixão desiludida e faz passeios misteriosos a um casebre. O que essas visitas matinais escondem? Quem é o amado de Helena e por que ela não luta por ele? É o que o leitor descobrirá nas páginas deste admirável romance da primeira fase machadiana. Esta edição traz a apresentação de Ana Maria de Almeida e um apêndice ilustrado elaborado por Carlos Faraco.

Poemas completos de Alberto Caeiro – Fernando Pessoa (editora Ática)

Neste livro, o leitor confere os poemas do heterônimo preferido de Fernando Pessoa. Amante da natureza, Caeiro se diz pastor de ovelhas e afirma que pensar é estar doente dos olhos. Em suas poesias, ele defende a simplicidade, tanto da vida como da linguagem. Seus versos são livres e proclamam a sensação das coisas tais como são.

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