5 políticas públicas e privadas para fomentar a leitura no Brasil

Cinco políticas públicas e privadas que ajudam a fomentar a leitura e a literatura no Brasil

Por Renata Ribeiro de Moraes - 30 nov 2018 - 4 min

Somos quase 209 milhões de brasileiros. Número composto por crianças, jovens, adultos e idosos das mais variadas classes e raças. Ainda estamos caminhando a passos largos rumo a um desenvolvimento satisfatório no que diz respeito ao acesso à escola. Ainda caminhando em relação à permanência adequada de crianças e jovens na escola. Caminhando em relação à valorização do professor. Estes são alguns dos principais pontos que se referem à educação formal do brasileiro e a leitura é mais uma das ações que contribuem para o sucesso dessa tríade.

As discussões e reflexões são infindas e não devem mesmo ter um fim, pois sempre precisamos buscar melhorias. E, por enquanto, o que proponho como reflexão para hoje é:

Por que ainda não somos um país de leitores?

Temos excelentes editoras, editores; excepcionais escritores; ótimas livrarias; temos uma enorme variedade de temas abordados nos mais diversos tipos de livros, portanto, qualidade, excelência e diversidade para proporcionar ao leitor experiências incríveis por meio dos livros.

Além disso, temos visto um diálogo e ações crescentes em relação a políticas públicas e privadas no que se refere ao fomento da leitura, da divulgação de obras literárias, da mediação de leitura, do incentivo às bibliotecas, dentre outros. Sobre este último tópico, conheça algumas delas logo a seguir e reflita ao final:

Podemos ser um país de leitores?

1. PNLD Literário

O que é: PNLD Literário (Programa Nacional do Livro Didático)

Ano de vigência: 2018

Como é: Voltado para escolhas de livros de literatura cujo foco são escolas da rede pública. Esse programa nasceu em 2018 com o intuito de levar obras literárias para as escolas dos seguintes segmentos: Educação Infantil, Ensino Fundamental anos iniciais e Ensino Médio. Diversas editoras brasileiras inscreveram obras de seu catálogo, houve uma seleção dessas obras que foi realizada por avaliadores especializados do MEC e do FNDE. Após aprovações dessas obras, as escolas, junto com seu corpo docente, escolhem os livros para compor seus acervos.

Para quê: Principais objetivos do PNLD Literário 2018: 

  • Apoiar a formação dos acervos das escolas públicas;
  • Ampliar as oportunidades para que os estudantes tenham acesso à literatura de qualidade;
  • Contribuir com o desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular.

2. PNLE

O que é: PNLE (Política Nacional de Leitura e Escrita = Lei Castilho)

Ano de vigência: 2018

Como é: Permite à sociedade cobrar do Poder Executivo a elaboração de um plano com o objetivo de instituir políticas claras e efetivas para o livro e a leitura.

Para quê: A Lei estabelece estratégias que devem contribuir para a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas.

 3. PNLL

O que é: PNLL (Programa Nacional do Livro e Leitura)

Ano de vigência: 2006

Como é: Estabelece eixos, metas e pormenores para a implantação das políticas de livro e leitura no país.

Para quê: Fornece diretrizes básicas para assegurar a democratização do acesso ao livro, o fomento e a valorização da leitura e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro.

4. Plataforma Pró-Livro

O que é: Ferramenta digital destinada à construção colaborativa de um mapeamento de ações de fomento à leitura.

Ano de lançamento: 2017

Como é: Por meio da plataforma, é possível apresentar e compartilhar experiências, projetos, estudos, pesquisas e ideias sobre formação leitora e sobre promoção da leitura e do acesso ao livro.

Para quê: Seu objetivo é o de oferecer um mapeamento de ações de promoção da leitura e formação leitora desenvolvidas em todo o país. 

5. IMS

O que é: Instituto Moreira Salles

Ano de inauguração: 1999

Como é: Tem importantes patrimônios em quatro áreas: Fotografia, Música, Literatura e Iconografia.

Para quê: Difundir e gerar conhecimentos a partir desses acervos.

 

E aí, será que Podemos ser um país de leitores?

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Renata Ribeiro de Moraes

Doutora em Literatura Brasileira pela UNESP (Universidade Estadual Paulista), pesquisa o trabalho extraliterário do escritor João Antônio. Integra a área de literatura infantojuvenil da SOMOS Educação.

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