Como escolher bons livros para o ensino infantil
Vamos explorar os critérios essenciais para selecionar livros que não apenas entretenham, mas que potencializam o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos pequenos. Leia!
O Ensino Infantil é o palco da descoberta, onde o contato com os livros é uma excelente estratégia para desenvolver a criatividade, raciocínio e imaginação da criança.
A escolha das obras literárias nesse ciclo ou para cada fase da vida escolar, não é um ato casual, é uma decisão pedagógica fundamental que molda a imaginação, desenvolve a linguagem e instiga o prazer pela leitura.
Um acervo de qualidade, como o do Coletivo Leitor, é um dos pilares para auxiliar a escola nesse processo de estimular a leitura.
Neste guia, vamos explorar os critérios essenciais para selecionar livros que não apenas entretenham, mas que potencializam o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos pequenos.
Por que a escolha criteriosa é essencial no início da jornada?
Os primeiros livros estabelecem a relação da criança com o universo escrito. Se essa experiência for rica e significativa, a probabilidade de a criança se tornar um leitor proficiente e engajado na vida adulta aumenta exponencialmente.
Um livro bem escolhido:
- Desenvolve o pensamento abstrato: Ajuda a criança a imaginar mundos, personagens e situações que estão fora de sua realidade imediata.
- Amplia o vocabulário: Expõe a criança a uma linguagem mais complexa e variada do que a utilizada na fala cotidiana.
- Fomenta a empatia: Ao se identificar com os sentimentos e desafios dos personagens, a criança começa a desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro.
Critério estético e visual: o olhar que conquista
Para o leitor infantil, o livro é um objeto a ser explorado com as mãos e os olhos antes mesmo de ser lido. A qualidade visual e material é um fator de atração decisivo.
Qualidade e intencionalidade das ilustrações
As ilustrações são a primeira porta de entrada para a história, funcionando como um "texto" paralelo.
- Coerência e expressividade: As imagens devem ser coerentes com o texto e ter a capacidade de expressar emoções. Ilustrações detalhadas e ricas em cores estimulam a observação e a capacidade de interpretação.
- Diversidade de estilos: Evite um acervo com um único estilo gráfico, como: só desenhos em linha ou só fotos. Exponha as crianças a diferentes técnicas, aquarela, colagem, grafite, para expandir seu repertório estético.
Qualidade do livro
No Ensino Infantil, o livro precisa ser tátil e resistente.
- Formato e material: Para os bebês, priorize livros de tecido, plástico ou cartonados (livros de banho ou board books) que suportam o manuseio mais intenso. Para crianças maiores (4 a 6 anos), formatos diferentes como livros sanfonados, com janelas, ou pop-ups aumentam a interação.
- Tipografia apropriada: O tamanho e o tipo da fonte devem ser legíveis, mesmo que o foco principal não seja a leitura autônoma.
Critério Literário: o poder da linguagem
O bom livro infantil tem valor literário intrínseco. Ele não é apenas didático ou moralista; ele é uma obra de arte da palavra.
O uso criativo da linguagem
Busque textos que explorem a musicalidade da língua portuguesa:
- Ritmo e sonoridade: Textos com rimas, repetições, aliterações e frases com bom ritmo, muito presentes em cantigas e parlendas são excelentes para o desenvolvimento da consciência fonológica, essencial para a alfabetização futura.
- Novidade vocabular: O livro deve introduzir palavras novas e expressões que desafiem, mas não frustrem, o vocabulário da criança. A exposição a uma linguagem rica é um preditor de sucesso acadêmico.
A força e a originalidade da narrativa
A história deve ser bem construída, com enredo envolvente, mesmo que simples.
- Personagens marcantes: Crianças se conectam a personagens com quem podem se identificar ou que as façam rir ou refletir. Busque histórias que apresentem personagens complexos, que erram, sentem medo ou demonstram coragem.
- Fuga do didatismo explícito: O livro não deve ser um "manual de boas maneiras". Evite obras cuja única função seja dar lições de moral óbvias. A reflexão sobre valores deve emergir naturalmente da narrativa.
Critério temático e representatividade
O acervo deve ser um espelho do mundo em sua diversidade e complexidade, permitindo que a criança se veja e entenda o "outro".
Abordagem de temas universais e específicos
O acervo deve cobrir uma ampla gama de temas:
- Temas universais: Amizade, medo, família, perdas, alegria, curiosidade. Estes temas ajudam a criança a nomear e processar suas próprias emoções.
- Temas do cotidiano e imaginário: Histórias sobre a rotina (ir à escola, comer) e aquelas que exploram a fantasia (dragões, fadas, viagens espaciais) devem ter espaço equilibrado.
Representatividade e Diversidade
Este é um critério de extrema importância para a formação de uma sociedade justa.
- Diversidade étnica e cultural: Os personagens devem representar a pluralidade brasileira e mundial, incluindo crianças de diferentes etnias, culturas e origens.
- Inclusão de deficiências e modelos familiares: Escolha livros que apresentam personagens com deficiência e que mostrem a diversidade das estruturas familiares (mãe solo, duas mães, avós como responsáveis, etc.), promovendo o respeito e o senso de pertencimento.
O papel do educador: a mediação da leitura
Um livro, por melhor que seja, só cumpre seu papel quando há um mediador consciente e preparado. O Coletivo Leitor entende que o livro é uma ferramenta para a interação.
- Leitura afetiva: A mediação deve ser um momento de prazer, onde a voz do professor transmite a emoção da história.
- Rodas de conversa: Após a leitura, crie espaços abertos onde as crianças possam expressar livremente o que sentiram, entenderam ou questionaram ou invista em um clube de leitura semanal.
Dica de ouro: Não tenha medo de reler os favoritos! As repetições são essenciais para a antecipação e memorização, fixando estruturas narrativas e vocabulário na mente da criança.
O acervo como território de descoberta
A escolha de bons livros para o Ensino Infantil é um investimento no futuro leitor e cidadão.
Ao aplicar critérios estéticos, literários e de representatividade, sua escola garante um acervo que é, simultaneamente, um espelho e uma janela: um espelho para a criança se reconhecer e uma janela para o vasto mundo a ser explorado.
Lembrem-se, a leitura na primeira infância é a chave mestra para o sucesso em todas as áreas do conhecimento. Invistam tempo e critério na curadoria, pois o prazer de ler começa no encantamento da primeira página.
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